Saudades são...

Escolhas. Escolhas que fazemos enquanto o tempo passa. Saudades são memórias, são pertences que guardamos de forma que nada, ninguém, consegue encontrar. E acessamos sem medo, acessamos com desejos, trazemos sentimentos que não deveriam ser companhia.

Não, nem sempre as saudades são vivas. Nem sempre trazem paz, nem sempre trazem colo. Às vezes, desmedidas, trazem dores que só se curam na presença do nada, na falta de registros. Muito embora insistamos no erro, muito embora saibamos dos anseios do que chamamos de alma.

Saudades, concluo, são imagens que ficam porque alguma coisa precisamos levar. Aprendizado, tombo, acertos. Saudades são feitos dos quais nos orgulhamos por alguns instantes, por isso nos lembramos com tanta força. Tanta, talvez, que precisemos apagá-las, tantas que configuram perda e choro, raiva e falta. Quanto a isso, cabe a nós a visão do lado bom.


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