Meu anjo

O soar da tua voz me arrepia quando chega e mesmo que eu esconda, meu olhar te reflete. Finjo te observar escondida, mas o que os olhos perdem é revelado pela alma. O tom que eu vejo é o mais brilhante possível e o marrom dos teus olhos se torna vivo sob a luz. Finjo que é apenas muito tempo sem encontrar uma razão, sorrio em plena tarde e me sento ao seu lado como se não soubesse o que aflora em mim.

Não sei como a lua influi no comportamento e não faz mais diferença se é nova ou cheia, pois permito que me ilumine o rosto e ilumine o seu desde que não amanheça. E eu minto, finjo para mim mesma que sou só uma conhecida, por mais que saiba ser mais, por mais que eu saiba que sinto algo forte por dentro. Algo que me prende ao seu olhar, talvez sua voz, que ecoa e ecoa até que eu durma e esqueça.

Pode ser só impressão, talvez alguma solidão. Talvez eu só me sinta só, mas o sentimento persiste e eu preciso dizer o quanto me toca. Espero paciente por um sorriso de volta, um sorriso que vem tão devagar quanto o vento no verão. Mesmo que não se complete, sei que o tenho, faz morada em mim embora não haja pedido. Nos meus sonhos, distraída e acordada, até que desapareça a imagem de nós dois, penso que valeria cada segundo. Independente de quem somos, juntos ou não, penso que qualquer momento valeria se fosse a eternidade a responsável por coroar esse sentimento, o mesmo que sinto quando não estamos próximos, mas sinto teu rosto próximo ao meu.

O seu e o meu, juntos, não importa o que aconteça. O meu anjo.

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