De cama

Pra você, pras suas desculpas. Tô de cama pra tudo que não acrescenta e, quando melhorar, quando você tiver passado, vou levantar dez vezes mais forte. É assim, sou assim: não brinca comigo porque eu também sei brincar.

De cama, eu disse. Não quero abraços, beijos, declarações, qualquer coisa. Cansei de sair e voltar sozinha, cansei de sair e não estar acompanhada, apesar dos seus passos. Cansei se ser a melhor opção no dia frio, mas a menos cotada no dia da noitada. Cansei de criar penteados, chamar de namorado, pegar na mão enquanto ando e me despedir cedo. Pra você, eu não vou existir mais.

É que é assim que funciona: há uma mulher e uma criança. Há duas e outras mais guardadas, então eu sei fazer pirraça, mas sei me virar. Sei ficar sozinha e não precisar de um corpo que, às vezes, é só um corpo. Sei, cá com meus botões, enlouquecer outros como você. Então, é assim que vai ser. Cansei de ser só por ser.

De cama, pra você. E vou abrir a porta pra quem eu quiser.



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