Sempre fui

A entendida, a que sabia, a que dividiria tudo quando assim que acabasse. Sempre fui a mais sabida, mas, por toda parte, fazia partes de mim. Me dividia, me deixava em cada canto. Sempre fui caminhando ponto a ponto, como se costurasse retalhos. Fui a certeira, a enganada, a apaixonada e a solista. Fui a mulher que mais temi por um tempo, mas a de que mais me orgulhei todo o resto.

Eu fui a resposta que procuraram, mas não tinha as fórmulas necessárias. Fui pergunta, fui segunda, fui um teste. Sempre fui aquela que fazia de tudo pelo outro, mas nunca tanto por mim. Sempre fui assim, até que me cansou. E fui amor, ardor, falta de paz. Fui tudo que eu podia e reclamava não ser capaz. Eu fui, amor, eu fui. Fui amor e fui frequente. Mas sempre fui um pouco mais, porque eu também preciso amar.


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