Isso, o amor

Isso, o amor. Eu achei que era fácil, mas aprendi de vários jeitos que não tem nada de fácil. Agora, bem agora, quem conta sou eu.

Acreditei, mergulhei. Foram tantas as dicas, as vidas e os medos que eu acreditei. E amei, amei sim, mas do jeito errado. De jeitos quebrados que me disseram certos. De jeitos confusos que pareciam tudo, menos jeitos.

Isso, o amor, eu achei que acontecia num piscar de olhos. Ou num toque de mãos, ou numa mensagem de corações que durasse a semana a inteira. Por muito tempo, eu fui uma espécie de pássaro. E acreditei nos meus encantos, na minha liberdade emocional, mas sempre esperando por companhia. Esperando, porque não podia procurar.

Não, não, não se procura o amor. Ele vem. Mas por mais que eu repetisse, nada mudava. Avançava a vida, avançavam os tombos, era isso o que acontecia. Não se procura o amor, eles diziam. Você deve esperar. Mas isso cansa. Então quis escrever. Drenar de mim o que ficou só e por várias vezes se preencheu, só não continuou. Porque, bom, o amor é assim. É passageiro.

Eu achei que era fácil, o amor. Achei mesmo. Agora, no entanto, eu vejo. E sorrio, e desdenho. E brinco com o meu tempo, porque ele não tem culpa das minhas escolhas. Nem das bolhas, nem das falhas. Nem das pessoas, que insistem em categorizar a felicidade das outras. Aliás, talvez seja por isso.

Que venha o próximo. Voe.




0 Comentários:

Postar um comentário

Agradeço sua visita e espero que tenha gostado. Volte mais vezes!