Pra nós dois

Quem sabe, meu bem, da próxima vez a gente funcione? Quem sabe, da próxima vez, a gente aprenda que é assim mesmo, que os caminhos, às vezes, não são iguais.

Sabe, quando te vi pela primeira vez, fiquei pensando nas possibilidades. Se seríamos amigos, se seríamos colegas. Fiquei pensando, se fôssemos mais, como seria. Você aturaria o meu jeito faladeira? Eu aturaria o seu jeito reclamão? Quando te vi pela primeira vez, não pensei em muita coisa, na verdade, só imaginei. Isso porque, de alguma forma, eu sabia que seríamos um.

E foi bacana enquanto durou, certo? Pra mim, foi. Tudo bem que nem tudo acontece sempre como a gente deseja e nem tudo na nossa vida aconteceu como nós queríamos, mas acho que aprendemos juntos a lidar com essas coisas. O amor foi intenso, a amizade foi sincera e a vontade de estarmos juntos, ali, coladinhos, só cresceu ao longo dos meses. Mas, um belo dia, tudo começou a desandar e eu me perguntei o motivo, já que estava tudo tão bonito.

A resposta, meu bem, veio da maneira mais incomum possível. Afinal, um amor não sobrevive de ser bonito. Um amor como o nosso, tão certeiro, não poderia sobreviver de um ano inteiro sentindo um pelo outro o que nunca nutrimos enquanto colegas. Bom, é verdade, as relações mudam o tempo todo. Mas percebi, do meu jeitinho mesmo, que nem todo amor é feito pra durar, por mais que seja destinado a acontecer.

Quem sabe, meu bem, as coisas se ajeitem no futuro, eu penso. Quem sabe a gente se encontre de novo e tudo aconteça diferente, com um amor mais maduro e realizado. Quem sabe, meu bem, da próxima vez a gente funcione, não é mesmo? Quem sabe.




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