Pensamento

Acordar e ter a consciência de que a vida é a mesma, de que as pessoas não mudam. Acordar e ter a consciência de que a vida segue normal, não importa o quanto a gente mude. Não importa o quanto a gente cresça, o quanto a gente perceba diferente certas coisas. Chega um dia em que a gente acorda e olha ao redor, mas olha e vê. E se pergunta se é mesmo isso aí, como diz o cantor. 

Chega um dia em que a gente se pergunta se é isso que entendemos como viver, como conviver. Se é através de diferenças, se é através de discussões, discordância ou intolerância. Chega um dia em que a gente se dá conta que crescer é isso, é enxergar. Quem são as pessoas, o que são as coisas. O que leva um ou outro a agir como agem. 

Acordar, na verdade, significa acessar um universo que muitas vezes nos é poupado. Um universo em que são os adultos que definem, que limitam. Adultos que nem sempre sabem bem o que fazem. E a gente acorda, querendo ou não. Por vontade própria ou pela vida, que pede evolução. A gente acorda e tem a consciência de que a vida é a mesma, de que as pessoas não mudam. A gente acorda e tem a consciência de que a vida segue normal, por mais que muito do que se considere normal seja impossível para uns ou outros.  

Sabe, chega um dia em que a gente olha ao redor e vê. E é interessante como isso nos afeta. 
Talvez, só talvez, escrever seja a minha forma de demonstrar maturidade. 







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