A arte de ignorar

Maturidade é coisa que é colocada à prova todos os dias. Não importa como, não importa o meio, o teste vem de todas as formas. A cada dia que passa, no entanto, ficamos mais incomodados com os menores deles. E, às vezes, pasmem, são realmente mesquinhos.

A arte de ignorar, como a de deixar passar, ou passar por cima, se preferirem, começa cedo. Começa na escola, com brincadeirinhas sem importância, começa na faculdade, com interesses avessos aos nossos e começa no trabalho, muitas vezes, com medidas impostas ou preferências secundárias. Mas isso não significa que saibamos identificá-las, que saibamos lidar com elas. Até certo ponto da vida, na verdade, apenas nos deixamos levar, carregando toda a energia negativa que é esperada daquele que se coloca como o mais importante.

Bom, este texto visa mostrar que não, não é assim para sempre. Primeiro, porque se cresce e ao crescer, se adquire conhecimento, o que permite uma mudança de visão. Segundo, porque ninguém é dono de ninguém, mas é aos poucos que a gente percebe que certas coisas funcionam melhor quando completamente ignoradas. Sim, ignoradas. Sem respostas, sem debates, sem ibope. Com o tempo, a gente aprende que além de tudo se tornar ensinamento, tudo nos constrói. E o simples fato de nos deixarmos construir por sentimentos de raiva ou rancor, exatamente o oposto do que vivenciamos, estraga o bem que nos rodeia.

Quantas vezes perdemos o sono por pessoas sem importância? Quantas vezes nos deixamos levar pela mesma imaturidade com que lidamos? A arte de ignorar, por assim dizer, é de desenvolvimento lento e gradual. Não é de aprendizado rápido, nem se consegue de um dia para o outro. Mas exige persistência, exige deboísmo e exige a gentileza para com nós mesmos de não nos importarmos com o que não vem de dentro. Afinal, maturidade é particular. E como diz a frase, cada um dá exatamente aquilo que tem.




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