Não, não é o poder

É a qualidade. É a importância que damos, é a maneira com que nos portamos diante daquilo. Não, não é o poder que faz alguém, mas como alguém chega aonde quer.

Estive reparando nas pessoas. É, nas pessoas. Na mania incorrigível de parecerem melhores que outras. Estive pensando nos gays, nas lésbicas, na ideia louca de que precisam se tratar. Estive pensando nos preconceituosos e nos racistas e tudo que consegui enxergar foi um retrocesso. O retrocesso de uma galera que também quer um mundo melhor, mas não faz ou faz ideia de que promove exatamente a piora do que já está ruim.

Estive reparando nos governantes, nos eleitores. É, pois é. Estive reparando em como somos corruptos e como crescemos acostumados a isso, muito embora seja o que muitos passam a vida tentando quebrar, enquanto subornados a continuarem caminhando.

Sabe, é o valor que damos. Esse é o problema. Não, não é o poder, não é estar no topo. Mas é a maneira com que descemos pra alcançar quem não está lá. O problema não é o dinheiro, não é vir de berço, é o que fazemos e o que deixam ser feito com os desvios e com a concentração de riqueza, enquanto passamos a vida torcendo e falando pros outros que qualquer um pode alcançar o que quiser.

Sociedade doentia? Muito. Racista, preconceituosa, dolorida. Sim, dolorida. Enquanto reparava nessas coisas, percebi o quanto certas questões nem são mais culturais, mas características. Sim, é a falta de dignidade. Sim, é o pouco caráter. E isso começa, pasmem, começa ainda na infância, na adolescência e na ideia completamente absurda das brincadeiras de gosto duvidoso, que levam um marmanjo ou dois a acharem que são melhores que os seus colegas de classe.

Será que ninguém vê, de verdade?
Será que ninguém vê, sociedade?

Aí, sim, eu chamo os psicólogos.




16 comentários:

  1. oii tudo bem ?

    gostei bastante da postagem , concordo plenamente , muitas coisas que acontece na sociedade parece que tampamos os olhos pra não ver.

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  2. Pois é, falar em cura para a homossexualidade, como se fosse doença, é um baita retrocesso. Para quem damos poder e por que é isso que está sendo dado valor?
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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    1. Não é? Penso a mesma coisa. Beijos, Mari, obrigada pela visita!

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  3. Oie
    uau que texto pesado e muito bem feito, parabéns. Infelizmente nos últimos tempos parece que a sociedade tem regredido, fiquei muito triste com noticia ainda mais por eu estar cursando psicologia :( muito bom saber um pouco da sua opinião

    beijos
    http://www.prismaliterario.com.br/

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    1. Verdade, mas fico feliz de ver que você curtiu, Catharina! Obrigada!

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  4. Olá, tudo bem?

    Adorei o seu texto, ficou bem elaborado e escrito, você está de parabéns. Eu só sei que a mudança tem que começar por nós, seja sobre os conceitos sobre a opção sexual alheia, sobre a cor da pele, sobre o credo. Acho que cada um tem que fazer e ser o que lhe faz feliz. Sobre curar homossexuais eu acho isso um absurdo.
    Bjs

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    1. Com certeza! Muito obrigada pelos parabéns! <3

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  5. Oii
    Sempre com textos incríveis né! Infelizmente a sociedade é suja, acredito sim que muita gente vê essas coisas acontecendo. Mas enquanto defendemos uma bandeira, fazemos por outro lado uma outra coisa errada. Nunca somos 100%corretos. Infelizmente!
    Bjus

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    1. Isso é verdade, ser correto 100% é bem complicado. Mas a gente pode se esforçar, né? Até isso falta hoje em dia. Beijos!

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  6. Olá, tudo bem?
    Seu texto é bem forte, mas me identifiquei, pois fala bastante sobre o que tenho sentido nos últimos dias. Beijos <3

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  7. Ótimo texto!
    Estamos numa época que devemos muito refletir nossos atos, buscar ajuda e ajudar o próximo. E não apontar as falhas alheias sem ao menos cair na real que esta é uma falha nossa também no momento que julgamos e não estendemos a mão. Parabéns Carol!
    Bjos
    Ni
    Cia do Leitor

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    1. Obrigada, Ni! Hoje em dia é mais do que necessário. Beijos!

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  8. Seu texto me lembrou uma conversa que tive uma vez, sobre a importância que damos a famosos e esquecemos que eles são seres humanos como nós mas pelo ''poder'' que passam nos deixamos levar e apontamos muito o dedo

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    1. Faz sentido mesmo. Influências boas fazem muita diferença. Beijos, Paac!

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