Sobre não querermos mais

Não é difícil encontrarmos alguém sempre pronto a ajudar. Alguém sempre disposto a nos dar conforto em um momento de dificuldade. Mas, vez ou outra, não adianta. A gente precisa chorar, reclamar e deixar sair tudo que está engasgado.

Ninguém é forte o tempo inteiro, ninguém, mesmo sob os melhores conselhos, é feliz o tempo todo. Muitas vezes, a felicidade assume formas interessantes para uns, mas completamente ruins para outros. É natural. Felicidade é o tipo de sentimento que muda, que se adequa. E o grande desafio das pessoas é justamente esse: entender de verdade até que ponto vale a pena.

Não basta falar bonito ou esperar que o outro se toque. É preciso que a gente saiba que cada um segue um caminho e que por mais que nos pareça absurdo, certas pessoas precisam do risco. Do risco, da experiência e da atitude de tentar por elas mesmas, não importa o tamanho do tombo.

Portanto, chore. Se irrite, se descontrole. Deixe a frustração sair quando chegar em casa e perceber que o que você deseja ainda não aconteceu. Arrisque, se preciso. Se a consequência for válida, vá em frente. Você não é menor por isso, nem menos importante. Somos humanos e é totalmente aceitável passarmos por mudanças. Mudanças, inclusive, que definem os nossos sonhos e o nosso modo de pensar.

O que precisamos ter em mente é que ninguém mais é responsável pelos nossos passos. Ninguém mais é responsável pelas nossas escolhas. Uma vez definido, o caminho se faz. Seja qual for. 



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