Amor, talvez não seja eu


Eu sei que hoje devemos nos encontrar e comemorar o que temos. Mas, me desculpe, eu preciso perguntar: o que nós temos?

Eu entendo que amor não é ganhar o tempo inteiro, que não é café na cama todo dia e é enfrentar o problema de cada dia juntos. Eu entendo que amor é aquela sensação gostosa que começa no beijo e termina na velhice. Com seus altos e baixos, suas estradas e ruas de terra batida e suas poças de lama, muitas vezes rodeadas de dúvidas. Entendo mesmo. Mas olho pra nós dois e me pergunto o tempo inteiro se é isso que você realmente quer.

Me pergunto se é isso que vê, se é assim que você pensa. Me pergunto se você sabe o quanto importa sua ligação, um dia de dor de cabeça ou o silêncio quando eu simplesmente estou de mau humor. Me pergunto se você também entende que amor é dar a mão e percorrer junto com alguém um caminho que ninguém sabe direito aonde dá. Porque não sabe mesmo, porque amor não é paixão. Porque amor é o tipo de coisa que só enfrenta quem não tem medo de dizer o que sente.

Eu sei que não é a melhor data. Que hoje eu deveria te sorrir, dizer o quanto gosto de você e o quanto você fica bonito de pijama. Eu sei. Mas, pra mim, é a transparência que conta e eu não consigo mais não pensar nisso. Sendo o mais sincera possível, meu amor, talvez não seja eu.


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