O que eu sei sobre ponto final


Na vida, tudo que queremos é seguir um caminho. Geralmente o certo, o mais comum, o mais confiável. Quase nunca pensamos que o mesmo caminho pode ser diferente para cada um e geralmente evitamos o fato de que estamos aqui para errar, aprender e começar de novo quantas vezes quisermos. Pode não ser novidade, pode ser que você já tenha lido sobre isso alguma vez, pode ser que tenha visto nos filmes ou reparado nas próprias atitudes, empurrado pela vontade louca de mudar que te faz parar em lugar nenhum ou por algum momento importante da sua vida. Não interessa. Na vida, todo mundo quer um ponto final. E quer ser feliz, mesmo que o considerado seguro seja a melhor opção. O único problema é que quase ninguém pensa no título da história.

Na verdade, é muito mais fácil reparar no caminho que os outros trilham, nas curvas que seguem, nas derrapadas e acreditar na ideia estranha de que bons caminhos devem ser copiados do que buscar ler o título de cada um e pensar no próprio, naquele que vai desenvolver você. Ninguém pensa que o título pode ter um peso tão grande quanto o tão idealizado ponto final. Seja ele difícil de alcançar ou acessível. Tecnicamente falando, sempre achamos que conhecemos todo mundo e que podemos julgar o que quisermos. Mas a verdade é que o que enxergamos não define ninguém. Muito menos aquele título que devemos reescrever sempre que não estivermos satisfeitos, sem nos importarmos com os menos sentimentais ou rotuladores de plantão.


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É como escrever uma redação: se você escreve a história a partir do título, ela dificilmente tomará um rumo desafiador. Quantas vezes você julga alguém que conhece por suas escolhas? Quantas escolhas você conhece bem para julgar? Perguntas assim devem ser repetidas toda vez que você achar que está longe do seu ponto e perto do título, ou vice-versa. Um caminha com o outro a partir do momento em que você olha para si, mas se você perde algum momento do seu dia deixando que as escolhas alheias te afetem ou direcionem, mesmo que em pensamento, você só terá um dos dois. E acreditem, nunca achará o ponto final. O motivo? Ele fica tão longe quanto a sua capacidade de autoanálise. Ele sempre fica.



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16 comentários:

  1. Que bonito texto! E é mesmo... Muitos julgamos as pessoas pelos seus atos e vai saber se eles não nos julgam.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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    1. Obrigada, Marcio! Volte sempre que quiser.

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  2. "O que enxergamos não define ninguém."
    Lindo texto, Carol!

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  3. Olá!
    Que belo texto, me fez refletir bastante. Amei o mesmo quote que a Jess e acho que é mesmo mais fácil copiar o caminho do que seguir o nosso... Devemos julgar mais nossas escolhas do que as dos outros e procurar nosso próprio caminho!
    Beijos

    LuMartinho | Face

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    1. Oi, Lu, obrigada! Beijocas e volte mais vezes.

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  4. Olá, tudo bem?
    Achei seu texto ótimo! E me fez pensar bastante e perceber que todos nós fazemos isso. Acho que tem até a ver com comodismo. É muito mais fácil imitar aquilo que deu certo para o outro. Difícil é levantar da cadeira e lutar pelo próprio "título".
    Beijos <3

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    1. Também acho, Roberta. Obrigada pelo carinho!

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  5. Concordo com você.
    Devemos refletir sobre o que queremos e ter decisões próprias se ficarmos sendo guiados pelo que os outros pensam e suas decisões nunca encontraremos nosso caminho (ponto final).
    Não podemos viver de reticências.

    Lisossomos

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  6. Olá!

    Adorei o texto, ele me fez refletir sobre algumas atitudes e pensamentos que já tive.
    Você escreve muito bem, parabéns. Não é todo mundo que consegue fazer com o que leitor reflita sobre si!

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    1. Puxa, obrigada! Volte sempre que quiser. Beijos!

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  7. Oi, Carolina!
    Adorei teu texto, bem reflexivo. Não sou uma pessoa perfeita, sou considerada a ovelha negra da familia por conta de algumas escolhas pessoais e profissionais e tem momentos que fico pensando em como as pessoas me julgam sem saber meus motivos. Muitas vezes, eu estava errada e reconheço. Fico pensando nas pessoas que não conseguem ser autênticos por conta de outros, seja família, 'amigos', emprego..

    Beijos
    http://www.breakingfree.blog.br/

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    1. Que bom que gostou, Julia! Fico feliz. Também penso nessas coisas, mas acho que o que vale é sabermos quem somos. Se você tem certeza do que quer, ou não tem medo de não saber, vale não ligar para opiniões. Beijos e volte sempre!

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  8. Oi, tudo bem?
    Adorei o texto, e acredito que o que a gente vê não define ninguém, assim como o que a gente mostra nem sempre nos define...
    Bjs

    A. Libri

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    1. Que bom, Angélica! Espero te ver por aqui mais vezes. Beijos.

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