Não é não ter medo
Não é desafiar
Não é acordar cedo
Sem saber se vai voltar

Ser corajoso denota força
Mas a força não é visível
Não é sentida, nem incrível
Muito menos faz brilhar

Ser corajoso é enfrentar
É ser por dentro, realizar
É saber seguir os próprios sonhos
E encorajar os que ainda não são

Ser corajoso, afinal, é tentar
Não pensar no que os outros pensam, é tentar
É ter a certeza de que tudo vai dar certo
Sem mostrar o primeiro lugar.


Daqueles bem clichês, daqueles de foto do Instagram. Um amor repentino, de alguns minutos e de um olhar intenso que acaba na estação seguinte. É, não é fácil lidar com dias cheios.

Quando a porta abriu, tudo que eu queria era chegar. Sair dali, ir a algum lugar. Quando a porta abriu e ouvi aquela voz, eu sabia: um clique se formava em mim. Eu esqueceria, mudaria e me perderia em pensamentos nos segundos que viriam, mas, disso, eu não fazia ideia.

Então a porta abriu. De novo. E, de acordo com o vagão, ali era o único ponto em que podíamos nos encontrar. Metrô cheio, sabe como é. Às vezes é como se o amor passasse pela gente, sem identificação, e pedisse licença. Sabe, aquela na pressa?

Durante bons minutos ficamos ali, um na cara do outro. Olho no olho, celular no celular. E mesmo que a conversa parecesse agradar, ainda parecia que tínhamos nos conectado. Por um segundo, de lado, mas tinha acontecido.

Eu reparava seu sorriso, seu olhar atento e seu ouvido. Ok, vai, ninguém repara o ouvido de ninguém, mas a palavra rima e amor de metrô é assim mesmo: repentino e cheio de talvez. Vai que, num conto moderno, a voz do metrô era a trilha sonora? Vai que, num conto moderno, bastava que déssemos um "oi" pra que saíssemos na mesma estação?

Será?




Que venha o novo, que passe o céu
Que enrubesça, que crie asas
Que seja forte, que seja belo
Que remeta ao que é meu

Que seja antigo, que seja novo
Que seja ambíguo, mesmo pouco
Que faça pensar, faça reviver Que seja algo mais
Que termine bem, que recomece Que vire um ciclo, que se revele Que enrubesça, que crie asas
Que me permita seguir.
Levantar todos os dias com a certeza de mudar. Saber que nada acontece por acaso, mas tudo acontece como deve quando nos esforçamos. É saber que a vida é assim mesmo, que tudo é um espelho e que podemos correr o risco.

Amor próprio não é só o vidro que nos separa dos outros. Da inveja, da falsidade e da vaidade de sermos quem somos. Amor próprio não é só reconhecer o quanto precisamos nos valorizar. Amor, próprio mesmo, é sentimento, é virtude. É acordar ciente de que seguir é um desafio. E aceitá-lo.

Amor próprio, ah, amor próprio. Esse termo sugere que devemos nos amar. E devemos, mesmo, mas eu insisto: é maior que isso. O foco é você, mas isso inclui os outros. Inclui quem te rodeia, quem te ama e te odeia. Amor próprio, de verdade, se semeia.

E cresce, e supera. E não considera você maior do que ninguém.

Amor próprio é amar, inclusive. Repara só.

Imagem

Não, esse texto não é sobre superar. Não é sobre amor, não é sobre amigos e não é sobre ser outra pessoa. Esse texto visa reciclar as coisas. E mostrar que, nesse mundo, nada, quase nada, é permanente.

Esse texto não é sobre você ou sobre mim. Nem sobre como nos comportamos no trabalho. Não é um texto que vai te fazer pensar sobre como é importante ter compaixão ou como é importante perdoar. Esse texto, meu caro leitor, é uma tentativa. E é simples, afinal, hoje, é preciso ser reciclável, acima de qualquer coisa.

Hoje, não basta dominarmos o que nos propomos a fazer. Não basta sermos amáveis, não basta sermos únicos. Por mais que provoquemos reações, por mais que despertemos emoções diversas, hoje é preciso que sejamos adaptáveis. Justos, sim, corretos, pessoas com valores e princípios, acima de qualquer situação. Mas adaptáveis. Pessoas que mudam com facilidade, uma vez que a vida impõe.

Hoje, precisamos reciclar. Nossas relações, nosso interior. Nossa mania de achar que precisamos guardar tudo que dissemos, ouvimos ou fizemos, pois um dia precisaremos de provas. Nós precisamos reciclar os pensamentos, as virtudes. Nossa mania de achar que o planeta não acaba, que a fonte não seca. Que a vida segue, apesar da sujeira. Precisamos pensar que a verdade é outra, mas porque realmente é.

Não, esse texto não quer mudar seu pensamento. Nem cortar o seu momento, nem mudar alguém. Mas, de alguma maneira, quer dizer que é a versatilidade que dita o rumo dos caminhos mais difíceis. Não, não é ser duro, ser mandão. Não é querer a razão quando só se tem o sonho. O que dita o nosso rumo, hoje, é a nossa capacidade de mudança, de aceitação. Nossa capacidade de entender que um não é não.

Hoje, o que dita o nosso rumo, é aproveitar a chance. Isso, meu caro leitor, só chega quando a gente permite.

Recicle-se.



Quando algo não dá certo, quando alguém decepciona. Quando as coisas vão devagar ou quando alguém te surpreende. C'est la vie.

Quando uma história se repete, quando o aprendizado falha. Quando, por um deslize, o erro vem a calhar. 
Quando o encontro desanda, a dança se cansa ou aquele programa que você ama é cancelado. Quando a insistência é no erro, mas o acerto, sabe-se, vem logo depois.

C'est la vie pra tudo que vem, mas não vem do jeito que deveria. 
C'est la vie pra quem teve e não merecia. 

C'est la vie, meu amigo. C'est la vie.

Por todas as vezes
Por todos os erros
E pelos acertos
De agora

Pela culpa que levo
Pelo que deixei pra trás
Pelo que senti ao sair
Pelo que sinto hoje

Eu que o diga, meu bem
Por tudo que fica
Pelo que foi além
E pelo nada

Eu que o diga.



Que digam o que quiserem, que ponham a culpa em algum filme. Que falem das estrelas, do posicionamento dos astros e das religiões. Que continuem afirmando que o destino é quem diz. 

Que venham os românticos com a ideia do drama e os engraçadinhos ligando felicidade e humor. Que continuem tentando me fazer acreditar que acreditar é só questão de fé, não de fé e de ser. Que tragam flores, presentes, bombons. Que pensem que explicam o amor. 

Que venham as tardes frias, a graça da neblina. A simplicidade do vendedor de rua e a sonoridade do cachorro do vizinho. Que venham, que continuem vindo. Que venha o canto dos pássaros e a sensação de dever cumprido.

Sou eu que escolho acreditar. 



A beleza dos pássaros
O soar das buzinas

O canto dos carros
Virando a esquina

A beleza de ser
De viver
Todo dia

E o triste fim
do meu amor

Quem diria, penso eu
Que algo tão intenso
Acabaria

Tão cedo.


Falar de um livro é fácil, flui bem. Falar de dois, também. Mas, quando o assunto é participar de um grupo cuja participação significa receber antes de todo mundo os 5 primeiros capítulos de uma escritora que você ama, a coisa dificulta. Hoje, para a alegria de muita gente, inclusive a minha, mais um e-book nacional é lançado. Hoje, para minha alegria em particular, libero mais uma participação do Ensaiando em uma postagem coletiva.



Sinopse:
 A grande obstinação do capitão Christiano Vicenzo é chegar ao topo máximo da carreira, ou seja, ao generalato do Exército. Para alcançar a sua meta, precisa manter uma vida pessoal e profissional irretocável.

Tudo começa a mudar quando ele serve em Niterói e conhece Nina, uma jovem com problemas sociais que ultrapassam – e muito – o que ele idealiza como protótipo de par perfeito. Fascinado pela garota, o militar decide arriscar no relacionamento, mas não imagina que, ao ser convocado para integrar a Missão de Paz no Haiti (MINUSTAH), terá sua história ao lado de Nina tragicamente desviada.

Inconformado com os caminhos que o destino escreveu para si, Christiano vai descobrir com o tempo que a maior batalha na reconquista do amor perdido talvez seja enfrentar as mágoas do passado e que a felicidade não segue regulamentos.
Um romance sensível e resistente ao tempo, que mostra que até mesmo para servir com dignidade à pátria é preciso que a pessoa por trás da farda esteja em paz com o coração.


Pátria Chamada Amor é uma promessa. Simples assim. Um romance, uma guerra, um destino e dois corações pulsando ao mesmo tempo, ainda que tímidos no quesito amor. Começar a leitura foi automático. Para quem conhece a escrita da autora, é questão de minutos até que a leitura prenda. Para quem não conhece, vejo como o livro ideal para conhecê-la.

Nina, uma estudante de Medicina. Christiano, um militar. Nina com seus problemas e uma rotina que logo sugere pequenas surpresas. Christiano com seu trabalho, sua disciplina e uma atitude que logo demonstra o quanto podemos nos enganar nos assuntos do coração. PCA, se é que me permitem a ousadia de encurtar o título, é um livro que capta a atenção desde o começo. E o que mais chamou a minha foi a falta de clichê. Sim, isso mesmo. Ainda que todo romance seja um tanto clichê, não identifiquei aquele elemento que nos faz presumir o final da história. Culpa da escrita? Não sei. Isso é bom? Com certeza.

Os primeiros capítulos somam lindas 123 páginas, mas sentir passar é outra história. Com muito romance, humor, jargões explicados no rodapé e uma narrativa alternada entre os personagens, devorar o e-book, imagino eu, é questão de ter o dia livre.

Fico muito, muito contente de participar dessa ação! Quem quiser, já pode garantir o mais novo livro da querida Marcia Rubim na AmazonPátria Chamada Amor



Assim que garantir o meu, terá resenha no Skoob. :)