Porque há dias em que tudo parece incompleto e só o que acalma é uma boa oração. Porque há dias em que tudo está tão tenso que só dormir resolve. Porque há dias em que a gente finalmente percebe que andar só não basta.

Todos os dias há quem reze por si mesmo, pela família, pelos amigos e por tudo que precisa. Há também quem agradeça, quem reflita e quem peça sabedoria para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Mas é interessante e estranho perceber o quanto crer é relativo e o quanto as pessoas só recorrem a isso quando estão mal. Seja qual for a crença, muitos só acreditam quando a vitória é certa e talvez esse seja o mal de hoje.

Fé, em qualquer dicionário, significa convicção íntima, crença, compromisso. No entanto, fé é algo mais. É crer em si mesmo, é não ceder aos pensamentos negativos e é ter a certeza de que nada acontece contra nós. Não importa no que acreditamos. Na vida, tudo o que passamos faz parte de um processo, tudo é aprendizado e fortalecimento.

Precisamos falar sobre fé.

Precisamos falar que o importante é acreditar, é seguir em frente. Precisamos falar que fé vem de dentro e que começa em nós. Precisamos falar sobre fé e aprender que somos capazes quando não estamos sozinhos, que fé não é algo discutível. Porque não é, mesmo. Fé é amor. E amor nunca é demais.


Dedicado a alguém especial. :)


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Não basta ler teus olhos. Ou teus pensamentos, tua voz. 

Não basta viver um só dia. 

Não bastam teus sonhos, teus desejos, teus braços ou teus beijos. É preciso mais. Tua força, tua garra, tua bondade e a maneira com que sorri meu dia. É preciso a tua vida, muito além do que você vê. 

Não basta a tua língua ou o teu corpo. Não bastam as nuvens, o sol, a chuva, coisa nenhuma. Nada basta em um mundo vazio. Nada é para sempre. 

É preciso teu sentido, tua percepção, tua diferença. O que completa alguém e nem por isso te faz menor. 
O que tua boca diz, o que você exala quando está sozinho. Tua capacidade de chorar. Tua resposta. 

Não basta sonhar, nem ser, nem viver. Meu ser, meu seu, meu melhor. Meu alguém. Não basta dizer.

Não basta.



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Não que seja importante pra quem vê, mas tem sido importante pra mim. Não que seja definitivo, também, mas a graça de mudar é justamente essa.

Eu mudei e continuo mudando. Com o tempo, com as pessoas, com as descobertas e comigo mesma. Não, eu não estou dizendo que sou outra pessoa. Muito menos que deixei de ser a mesma com quem já me conhecia. Mas mudei de ideais, de conceitos. Daquela mania que eu tinha de ser exatamente o que agrada os outros.

Mudei de vontades e de receios. Mudei meus pensamentos de lugar e comecei a dar espaço ao que realmente importa, ao que eu realmente quero ter por perto. Sim, eu mudei. Não curto mais certas bobagens, não quero mais certas bagagens. Não quero mais o que não me acrescenta. Amadureci o que tinha que ser e continuo buscando a mim mesma. Mais mulher, mais responsável. Mais cuidadosa, mais discreta. Alguém com menos contas a prestar.

Não que eu não seja o que sempre fui, mas tenho priorizado novos ares. A diferença é grande.


Cada manhã é um voo alto
Pelas nuvens, com os pássaros
Pensando num jeito de voltar pra casa
Mesmo sem você

Agora que não vivemos juntos 
Posso desaparecer
Voar longe, esquecer os segundos
Mas é difícil

O teu silêncio me faz refletir 
Não há reflexo no espelho
Mas tua voz ainda ecoa 
Sobre o que penso e vejo

E noto que me perco
Embora me sinta bem

Procurando algum pensamento
Que acelere o caminho de volta.


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Estou sem sono, não sei no que pensar. Tive um dia longo, absolutamente nada a dizer. E vem a música. A mesma de ontem, da janela ao lado. Como você sabe o que eu gosto? 

Eu deito e escuto atentamente. São notas perdidas, ardentes, é você dizendo que não sabe o que fez de errado. Dizendo nada, claro, é só na minha cabeça. Te imagino dedilhar o violão, contraio meu corpo. Te imagino cantarolar seu som, me escondo. Acho que meu travesseiro não gosta muito da ideia de estar só. Mas, tudo bem, a música flui e enche o quarto, me escondo, me contraio, só sinto. Também deve atrapalhar quem mora no andar de baixo, mas eu não ligo. É engraçado como sua música fala de alguém e nem fala nada. 

Ouço você respirar fundo porque errou o mesmo acorde três vezes. E aposto que deve ter rido de nervoso ao arrebentar mais uma corda, e que parou pra pensar no que está fazendo. De novo. De novo e de novo, como um vício. Ouço você ecoar e me reviro. Deixo os braços sobre a cabeça. Imagino se as notas seriam as mesmas se alguém estivesse assistindo. Ou se afastasse seu violão por puro capricho. Mas a canção continua. E eu sinto, é o que eu faço de melhor. Eu sinto porque é isso que faço quando não sei o que dizer. Mas não importa. Não importa porque escolhi um piano e não sei dedilhar. E porque é o dom de um estranho que me faz dormir.

Eu sei que hoje devemos nos encontrar e comemorar o que temos. Mas, me desculpe, eu preciso perguntar: o que nós temos?

Eu entendo que amor não é ganhar o tempo inteiro, que não é café na cama todo dia e é enfrentar o problema de cada dia juntos. Eu entendo que amor é aquela sensação gostosa que começa no beijo e termina na velhice. Com seus altos e baixos, suas estradas e ruas de terra batida e suas poças de lama, muitas vezes rodeadas de dúvidas. Entendo mesmo. Mas olho pra nós dois e me pergunto o tempo inteiro se é isso que você realmente quer.

Me pergunto se é isso que vê, se é assim que você pensa. Me pergunto se você sabe o quanto importa sua ligação, um dia de dor de cabeça ou o silêncio quando eu simplesmente estou de mau humor. Me pergunto se você também entende que amor é dar a mão e percorrer junto com alguém um caminho que ninguém sabe direito aonde dá. Porque não sabe mesmo, porque amor não é paixão. Porque amor é o tipo de coisa que só enfrenta quem não tem medo de dizer o que sente.

Eu sei que não é a melhor data. Que hoje eu deveria te sorrir, dizer o quanto gosto de você e o quanto você fica bonito de pijama. Eu sei. Mas, pra mim, é a transparência que conta e eu não consigo mais não pensar nisso. Sendo o mais sincera possível, meu amor, talvez não seja eu.
Falar da beleza feminina quando o assunto é moda é ótimo. É bacana elogiar alguém pela roupa bonita, pelo penteado ou pela maquiagem bem feita. Elogios são bons e todas nós gostamos. Mas, falar da beleza feminina, na verdade, é muito simples quando ver além não é o foco. Falar da beleza feminina, nos dias atuais, pode e deve significar muito mais.

Fazer com que uma mulher se sinta poderosa e reconheça o próprio valor tem sido um desafio diário para toda e qualquer pessoa que reconheça a dificuldade que é lidar com o quesito respeito nos dias atuais. Por muito tempo, o batom vermelho significou bem menos do que significa agora, mas muitas mulheres ainda são rotuladas pelo que são, vestem, fazem ou deixam de fazer. Não é difícil encontrar quem aponte suas dúvidas e certezas sem fundamento para quem sabe o seu valor e não abre mão de ser única. Isso precisa mudar.


Precisamos conscientizar as pessoas, deixar claro que gosto não se discute. Precisamos dizer que o batom vermelho, assim como qualquer outro, não é um acessório indispensável para que uma mulher se valorize, mas é, muitas vezes, o que faz com que elas percebam que são capazes do que quiserem. Precisamos dizer que as mulheres podem e devem viajar sozinhas, podem e devem se sentir bem. Precisamos dizer que tudo isso empodera porque deixa claro que nenhuma mulher precisa de rótulos, muito menos ser o que não é.


Reconhecer é bom, mas respeitar é melhor ainda. Não importa a cor do batom, a cor da pele ou a escolha sexual. A beleza da mulher está em ser mulher e isso tem que bastar. Sermos felizes com o que escolhemos é um caminho pessoal, mas o objetivo é em comum e a caminhada ainda é longa. Já sobre os padrões, bom, quem se importa?




Esta é a sexta edição do projeto Red Lips Day e a iniciativa da Mulher Vitrola é tão bacana que não pude deixar de participar! Quem quiser, também pode, é só postar ainda hoje no Instagram uma foto usando batom vermelho com a hashtag #redlipsday2016 na legenda. Mais informações aqui
Tô com raiva de tudo que passou e sentindo falta do que perdi. Tô vendo aquele filme que eu adoro, mas que me faz chorar nas horas certas. E tô pensando em quanto tempo deixei passar. Quanto tempo me deixei levar. Quanto tempo perdi sem você e quanto tempo perdido eu deixei de aproveitar. Haja inconsistência, viu? Não sei se o que quero é o que não tenho ou se até agora só enxerguei de longe porque eu quis. Porque o mundo faz assim com as pessoas. Sabe, eu achei que sabia o que queria. E sabia. Mas acontece que agora tudo mudou. Eu quero mais do que aquele sentimento. Mais do que aquela coisa louca que me fazia desesperar por pouco. Quero a chance de um amor maduro, que me faça rir porque me faz rir, que me faça chorar por razões aceitáveis, que me traga a paz que todo mundo merece ter. Que me faça pensar que os dias valem a pena. Mas não com você... Não com você.



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Que quer agradar mais a si mesma, mas não agrada. Que já passou da idade de entender que plateia não dá resultado, mas ainda espera por aplausos. Esse texto é pra você entender que não está sozinha e que tudo é uma questão de hábito.

Vivemos em um meio onde o que importa são as visualizações. Quase tudo gira em torno do que temos a mostrar e das pessoas que conhecemos. Para alguns profissionais isso é ótimo, mas vivemos em um meio onde o que interessa é o superficial e as pessoas não se interessam muito pelo que está guardado. Você, mais do que ninguém, sabe disso. Suas amizades são quase coleguismo e os julgamentos são sempre por qualquer besteira. Seus sonhos, muitas vezes, são motivo de uma inveja disfarçada, a tal da inveja branca, ainda mais quando você divide uma alegria. Não, hoje em dia não é fácil ser confiante e confiar ao mesmo tempo.

Mas, moça, você pode mudar.

Tudo bem deixar de gostar, desacreditar e se afastar quando preciso. Tudo bem não segurar as pontas dos outros o tempo inteiro. Você precisa saber que é assim mesmo e que nem todos partem do mesmo princípio. Você precisa saber que se valorizar é importante, mas que nenhuma postura é regra. Caso contrário, a vida emperra. A vida e as relações que surgem pelo caminho. Você precisa ter em mente que não é questão de se importar com o espelho, mas de não corresponder ao que não te acrescenta. Pessoas como você podem precisar de um tempo até se convencerem disso e podem se decepcionar com facilidade, mas a boa notícia é que as decepções não duram pra sempre. Perfeição é um conceito bonito, moça, mas é tão relativo quanto o que deve sair pro novo entrar.





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Que dia
Que voz
Presença e saudade
Ausência e metade
Verbos soltos no ar

Quantos acordes
Quantas linhas
Papo furado e verdades
Histórias que se encaminham
Montanhas e nós dois

Que dia
Quantas horas
Oceanos de distância
Canções perdidas

Que dia
Que voz
Presença e saudade
Música e vontade
Paixão no ar

Você.