Aproxime-se devagar e sorria de volta. Seja sua companhia, alguém de quem ela vai gostar de se lembrar. Carolinas são intensas, extrovertidas, desconfiadas e tímidas, muito embora a timidez seja só um mecanismo de defesa. 

Namore uma Carolina porque ela gosta de ler e de usar seu tempo livre para relaxar. Ela é das artes, dos amores e tem um apreço especial por cães. Ela é aquela que vai te agradar pela manhã e te acordar de madrugada, mas você nem vai reclamar.

Sim, ela é ciumenta. Gosta de saber o que tem e sabe quando é de alguém. De vez em quando precisa de colo, mas você vai identificar. Carolinas são doces, articuladas e vão te desafiar, apesar de se derreterem quando o beijo inclui mordidas.

Namore uma Carolina porque ela vai te fazer rir nas horas certas e te emocionar quando você menos esperar. Porque ela é menina, mulher e te entende como ninguém. Porque ela não aceita ser metade. Namore-a mesmo que ela não namore você, ela vai perceber de longe.




Livrem-se. Sim, livrem-se! Não percam tempo com pessoas vazias e coisas passageiras. 

Não percam tempo com quem pensa que sabe tudo e despeja em vocês o que julga certo. Não percam tempo com pensamentos alheios, julgamentos e padrões sem dono. Expectativa, por exemplo, é o tipo de sensação que só vale cultivar quando estamos prestes a alcançar algum objetivo. Livrem-se, deixem que pensem o que quiserem e aprendam vocês a arriscar. Aprendam a não pensar na vida alheia sem antes colocar as suas nos trilhos.

Livrem-se, deixem que vá embora tudo aquilo que incomoda. Ou que limita, ou que inibe. Abram a porta e deixem sair. O bom da vida é ser feliz nas pequenas coisas. Na certeza da nossa imperfeição e na loucura de cada dia. Livrem-se, sejam vocês mesmos! Se é difícil? Se ainda há tempo? Sim e sim, mas essa é a palavra mágica. O tempo é o melhor que temos ao nosso favor. Portanto, usem-no. Não, não se engane: não vai acontecer de uma hora pra outra. Mas vai acontecer.

Livrem-se enquanto há tempo, enquanto ainda há o que descobrir.
Cá entre nós, é a melhor sensação.







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Caminhando pelas ruas da cidade, sempre vejo mais, sempre penso em mais. Qualquer beco, esquina, livraria, café. Não há momento em que eu não pense naquela tarde. Caminho pela beirada, desvio dos carros e dos ciclistas. O tempo está esquisito, tal qual meus sentidos. É como acordar e caminhar sem rumo, sem intenção de exercício, só relaxar.

Vejo cachorros e seus donos, vejo senhoras tomando café nas padarias, vejo crianças correndo na praça, respiro o ar puro. É uma pena que teu perfume tenha sumido. Só o sinto vivo em pensamentos, em sonhos mal inventados. Meus cabelos presos deixam fios soltos ao vento, enquanto paro e admiro um casal, andando lado a lado. Penso e penso de novo nos arrepios que senti, mas continuo andando. Nada como as primeiras horas da manhã acompanhada de meus próprios pensamentos. Quando volto pra casa, volto pra vida. Deixo a vontade de vagar até encontrar um lugar diferente pra sentar e refletir, admirar a vida que passa sozinha e me espreguiço na cama. Leitura é sempre o melhor remédio pra afastar a saudade, ao menos no meu caso. Então leio, enquanto folheio e penso nas suas linhas. Enquanto o faço e deixo longe a possibilidade de me levantar, almoçar ou qualquer coisa, lembro do sabor do teu beijo, das tuas mãos nas minhas. E durmo. Mal consigo me lembrar de quanto tempo me deixo levar pela sensação de embalo que só me atinge quando chove.

Penso em mim, no meu corpo, nos meus olhos e no que passo quando te encaro. Não há momento em que eu esqueça o seu sorriso. Mas agora sonho acordada e um livro repousa sobre mim. Abro os olhos e reparo nas nuvens, lugar em que já pensei estar. E chove. Não sinto o aroma que sentia, mas sinto presenças que nunca soube identificar. Então reflito. Reflito e sorrio porque concluo apenas sobre o que já sabia e deixo as novidades por conta das horas que ainda não vivi. A manhã desaparece, mas nada muda. Ouço pássaros, ventiladores, relógios. Mas nada me tira do estado em que me encontro agora, tão livre, tão plena. Talvez eu nem me levante e resuma meu dia em ouvir sons que nunca reconheci. Talvez eu resolva fazer algo novo. É tudo meu, é tudo parte de mim. É como se os sentidos não precisassem fazer sentido. E não precisam, sinto como se nunca tivesse antes.

Respiro fundo. Respiro fundo porque agora sei o futuro.
É só mais um dia, nada mais.
É só catarse. É só chuva.




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Porque há dias em que tudo parece incompleto e só o que acalma é uma boa oração. Porque há dias em que tudo está tão tenso que só dormir resolve. Porque há dias em que a gente finalmente percebe que andar só não basta.

Todos os dias há quem reze por si mesmo, pela família, pelos amigos e por tudo que precisa. Há também quem agradeça, quem reflita e quem peça sabedoria para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Mas é interessante e estranho perceber o quanto crer é relativo e o quanto as pessoas só recorrem a isso quando estão mal. Seja qual for a crença, muitos só acreditam quando a vitória é certa e talvez esse seja o mal de hoje.

Fé, em qualquer dicionário, significa convicção íntima, crença, compromisso. No entanto, fé é algo mais. É crer em si mesmo, é não ceder aos pensamentos negativos e é ter a certeza de que nada acontece contra nós. Não importa no que acreditamos. Na vida, tudo o que passamos faz parte de um processo, tudo é aprendizado e fortalecimento.

Precisamos falar sobre fé.

Precisamos falar que o importante é acreditar, é seguir em frente. Precisamos falar que fé vem de dentro e que começa em nós. Precisamos falar sobre fé e aprender que somos capazes quando não estamos sozinhos, que fé não é algo discutível. Porque não é, mesmo. Fé é amor. E amor nunca é demais.


Dedicado a alguém especial. :)


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Não basta ler teus olhos. Ou teus pensamentos, tua voz. 

Não basta viver um só dia. 

Não bastam teus sonhos, teus desejos, teus braços ou teus beijos. É preciso mais. Tua força, tua garra, tua bondade e a maneira com que sorri meu dia. É preciso a tua vida, muito além do que você vê. 

Não basta a tua língua ou o teu corpo. Não bastam as nuvens, o sol, a chuva, coisa nenhuma. Nada basta em um mundo vazio. Nada é para sempre. 

É preciso teu sentido, tua percepção, tua diferença. O que completa alguém e nem por isso te faz menor. 
O que tua boca diz, o que você exala quando está sozinho. Tua capacidade de chorar. Tua resposta. 

Não basta sonhar, nem ser, nem viver. Meu ser, meu seu, meu melhor. Meu alguém. Não basta dizer.

Não basta.



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Não que seja importante pra quem vê, mas tem sido importante pra mim. Não que seja definitivo, também, mas a graça de mudar é justamente essa.

Eu mudei e continuo mudando. Com o tempo, com as pessoas, com as descobertas e comigo mesma. Não, eu não estou dizendo que sou outra pessoa. Muito menos que deixei de ser a mesma com quem já me conhecia. Mas mudei de ideais, de conceitos. Daquela mania que eu tinha de ser exatamente o que agrada os outros.

Mudei de vontades e de receios. Mudei meus pensamentos de lugar e comecei a dar espaço ao que realmente importa, ao que eu realmente quero ter por perto. Sim, eu mudei. Não curto mais certas bobagens, não quero mais certas bagagens. Não quero mais o que não me acrescenta. Amadureci o que tinha que ser e continuo buscando a mim mesma. Mais mulher, mais responsável. Mais cuidadosa, mais discreta. Alguém com menos contas a prestar.

Não que eu não seja o que sempre fui, mas tenho priorizado novos ares. A diferença é grande.




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Cada manhã é um voo alto
Pelas nuvens, com os pássaros
Pensando num jeito de voltar pra casa
Mesmo sem você

Agora que não vivemos juntos 
Posso desaparecer
Voar longe, esquecer os segundos
Mas é difícil

O teu silêncio me faz refletir 
Não há reflexo no espelho
Mas tua voz ainda ecoa 
Sobre o que penso e vejo

E noto que me perco
Embora me sinta bem

Procurando algum pensamento
Que acelere o caminho de volta.


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Estou sem sono, não sei no que pensar. Tive um dia longo, absolutamente nada a dizer. E vem a música. A mesma de ontem, da janela ao lado. Como você sabe o que eu gosto? 

Eu deito e escuto atentamente. São notas perdidas, ardentes, é você dizendo que não sabe o que fez de errado. Dizendo nada, claro, é só na minha cabeça. Te imagino dedilhar o violão, contraio meu corpo. Te imagino cantarolar seu som, me escondo. Acho que meu travesseiro não gosta muito da ideia de estar só. Mas, tudo bem, a música flui e enche o quarto, me escondo, me contraio, só sinto. Também deve atrapalhar quem mora no andar de baixo, mas eu não ligo. É engraçado como sua música fala de alguém e nem fala nada. 

Ouço você respirar fundo porque errou o mesmo acorde três vezes. E aposto que deve ter rido de nervoso ao arrebentar mais uma corda, e que parou pra pensar no que está fazendo. De novo. De novo e de novo, como um vício. Ouço você ecoar e me reviro. Deixo os braços sobre a cabeça. Imagino se as notas seriam as mesmas se alguém estivesse assistindo. Ou se afastasse seu violão por puro capricho. Mas a canção continua. E eu sinto, é o que eu faço de melhor. Eu sinto porque é isso que faço quando não sei o que dizer. Mas não importa. Não importa porque escolhi um piano e não sei dedilhar. E porque é o dom de um estranho que me faz dormir.


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Eu sei que hoje devemos nos encontrar e comemorar o que temos. Mas, me desculpe, eu preciso perguntar: o que nós temos?

Eu entendo que amor não é ganhar o tempo inteiro, que não é café na cama todo dia e é enfrentar o problema de cada dia juntos. Eu entendo que amor é aquela sensação gostosa que começa no beijo e termina na velhice. Com seus altos e baixos, suas estradas e ruas de terra batida e suas poças de lama, muitas vezes rodeadas de dúvidas. Entendo mesmo. Mas olho pra nós dois e me pergunto o tempo inteiro se é isso que você realmente quer.

Me pergunto se é isso que vê, se é assim que você pensa. Me pergunto se você sabe o quanto importa sua ligação, um dia de dor de cabeça ou o silêncio quando eu simplesmente estou de mau humor. Me pergunto se você também entende que amor é dar a mão e percorrer junto com alguém um caminho que ninguém sabe direito aonde dá. Porque não sabe mesmo, porque amor não é paixão. Porque amor é o tipo de coisa que só enfrenta quem não tem medo de dizer o que sente.

Eu sei que não é a melhor data. Que hoje eu deveria te sorrir, dizer o quanto gosto de você e o quanto você fica bonito de pijama. Eu sei. Mas, pra mim, é a transparência que conta e eu não consigo mais não pensar nisso. Sendo o mais sincera possível, meu amor, talvez não seja eu.


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Falar da beleza feminina quando o assunto é moda é ótimo. É bacana elogiar alguém pela roupa bonita, pelo penteado ou pela maquiagem bem feita. Elogios são bons e todas nós gostamos. Mas, falar da beleza feminina, na verdade, é muito simples quando ver além não é o foco. Falar da beleza feminina, nos dias atuais, pode e deve significar muito mais.

Fazer com que uma mulher se sinta poderosa e reconheça o próprio valor tem sido um desafio diário para toda e qualquer pessoa que reconheça a dificuldade que é lidar com o quesito respeito nos dias atuais. Por muito tempo, o batom vermelho significou bem menos do que significa agora, mas muitas mulheres ainda são rotuladas pelo que são, vestem, fazem ou deixam de fazer. Não é difícil encontrar quem aponte suas dúvidas e certezas sem fundamento para quem sabe o seu valor e não abre mão de ser única. Isso precisa mudar.


Precisamos conscientizar as pessoas, deixar claro que gosto não se discute. Precisamos dizer que o batom vermelho, assim como qualquer outro, não é um acessório indispensável para que uma mulher se valorize, mas é, muitas vezes, o que faz com que elas percebam que são capazes do que quiserem. Precisamos dizer que as mulheres podem e devem viajar sozinhas, podem e devem se sentir bem. Precisamos dizer que tudo isso empodera porque deixa claro que nenhuma mulher precisa de rótulos, muito menos ser o que não é.


Reconhecer é bom, mas respeitar é melhor ainda. Não importa a cor do batom, a cor da pele ou a escolha sexual. A beleza da mulher está em ser mulher e isso tem que bastar. Sermos felizes com o que escolhemos é um caminho pessoal, mas o objetivo é em comum e a caminhada ainda é longa. Já sobre os padrões, bom, quem se importa?




Esta é a sexta edição do projeto Red Lips Day e a iniciativa da Mulher Vitrola é tão bacana que não pude deixar de participar! Quem quiser, também pode, é só postar ainda hoje no Instagram uma foto usando batom vermelho com a hashtag #redlipsday2016 na legenda. Mais informações aqui.


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