Faz de conta que eu não te contei. Faz de conta que não é verdade. Eu nunca pensei que diria isso, mas, finge. Finge porque nem sempre as coisas são como devem ser e porque você sabe o que sente melhor do que eu. Finge que eu sou pra você porque você sabe o que é pra mim.

Fica. É o teu cheiro que eu quero no café da manhã, é tua língua que eu quero nos cantos certos da casa. É o teu ar, teu suspiro, teu êxito. Mas não pensa muito, me promete não pensar. Esquece a vida, dá um tempo dos amigos. Só um tempo, eles te encontram depois. Não pensa no tempo que perdeu até aqui, não pensa no que deixou pra trás.

Pensa em mim. Pensa no futuro próximo e em como eu vou beijar seu pescoço. E em como você vai sorrir e vai voltar logo após a despedida. De novo. De novo e de novo. É, eu sei, você sabe disso. Mas finge que não. Finge e vamos do zero. Finge, mas fica. Fica porque tem mais aqui do que em você. Você sabe o quanto.



Nem tenta. Eu só abro minha porta quando a companhia é certa.

Nem adianta. Quando a vida mostra quem é quem, eu me agarro a ela como quem precisa de ajuda. De vez em quando eu vacilo, desisto, volto atrás. Mas não é disso que eu gosto. Não é de voltar que eu cresço. É de seguir em frente, de pensar junto, de jantar junto. É de amar a dois.

Porque, depois, o que fica são as fotos. Os pensamentos, a saudade se aproveitando do que ficou. Porque o que fica quando termina é a falta de paz que as lembranças causam. Porque, depois, o que fica é a fraqueza se fazendo de força. E eu não sou dessas.

Nem vem.
Meu lado casca grossa é só pra enganar. Meu lado menino, fingido, criança. É tudo na esperança de guardar a mulher que eu sei que sou.

É tudo pra ocultar a mulher da qual alguém pode se orgulhar, um dia. Aliás, eu acho que as mulheres precisam ter isso. Precisam de vulnerabilidade e certeza, ao mesmo tempo. Não acho que mulheres totalmente molecas sejam melhores do que as totalmente femininas. Muito pelo contrário, ser mais de uma do que de outra só faz mal. E faz mal porque diminui as chances de você ser você mesmo em favor de um lado só. Vai ver é por isso que sou brincalhona, séria, realista, irônica e, na maioria das vezes, romântica até a última veia. Vai ver é por isso que eu gosto de ser indefesa e predadora, de vez em quando.

Não, meu lado casca grossa não é muito agradável, mas sem ele eu não conseguiria desviar de braços fortes, fazer charminho e depois me derreter. É simples, bem simples. Eu sou das que gostam de ter mais de um lado, de agradar pela sensualidade sem vulgaridade, de ser única e não mais uma. Eu gosto de ser das que são capazes de não serem esquecidas. Porque, é fato, se permitir não ser esquecida é muito difícil. É muito difícil fazer com que algumas pessoas entendam o que nós queremos do jeito certo. Eu fui feita pra ser eu mesma e a graça é justamente essa.

Toda mulher tem uma opinião formada, toda mulher tem um lado mãe, protetora, amiga louca e princesinha da casa. Não adianta dizer que não, que os tempos são outros e que casamento não está com nada. É mentira. Não existe quem não queira ter um ombro pra se encostar a noite inteira. Assim como não existe mulher que não goste de ser amada pelo que é, que não goste de ter um lado divertido, amigas divertidas e, cá entre nós, um homem que goste de humor. É por isso que eu acho que nós precisamos rir mais dos próprios erros. Precisamos fazer do cotidiano alguma coisa divertida, nem que seja dançando no chuveiro.

A vida passa. A vida, os amigos e os amores. E eu não fui feita pra deixar passar, muito pelo contrário. A minha graça é errar, tentar, errar de novo, deixar ir embora e recomeçar. Tanto faz o meu estilo, tanto faz quem eu sou. Pra mim, o que importa é que eu esteja ciente do que está por trás do meu sorriso, de menina ou de mulher. É simples, bem simples. Meu lado casca grossa é só pra enganar. Coisa minha.





O mar, o ar que eu respiro
Ondas leves, sem sentido
Quanto tempo faz que te perdi?

Quanto tempo faz que minhas mãos escorregaram pelas suas?

Suas costas, sua nuca
Minha vida engatilhada
Minha voz no silêncio
Por tanto tempo

Quanto mais?



Aproxime-se devagar e sorria de volta. Seja sua companhia, alguém de quem ela vai gostar de se lembrar. Carolinas são intensas, extrovertidas, desconfiadas e tímidas, muito embora a timidez seja só um mecanismo de defesa. 

Namore uma Carolina porque ela gosta de ler e de usar seu tempo livre para relaxar. Ela é das artes, dos amores e tem um apreço especial por cães. Ela é aquela que vai te agradar pela manhã e te acordar de madrugada, mas você nem vai reclamar.

Sim, ela é ciumenta. Gosta de saber o que tem e sabe quando é de alguém. De vez em quando precisa de colo, mas você vai identificar. Carolinas são doces, articuladas e vão te desafiar, apesar de se derreterem quando o beijo inclui mordidas.

Namore uma Carolina porque ela vai te fazer rir nas horas certas e te emocionar quando você menos esperar. Porque ela é menina, mulher e te entende como ninguém. Porque ela não aceita ser metade. Namore-a mesmo que ela não namore você, ela vai perceber de longe.






Livrem-se. Sim, livrem-se! Não percam tempo com pessoas vazias e coisas passageiras. 

Não percam tempo com quem pensa que sabe tudo e despeja em vocês o que julga certo. Não percam tempo com pensamentos alheios, julgamentos e padrões sem dono. Expectativa, por exemplo, é o tipo de sensação que só vale cultivar quando estamos prestes a alcançar algum objetivo. Livrem-se, deixem que pensem o que quiserem e aprendam vocês a arriscar. Aprendam a não pensar na vida alheia sem antes colocar as suas nos trilhos.

Livrem-se, deixem que vá embora tudo aquilo que incomoda. Ou que limita, ou que inibe. Abram a porta e deixem sair. O bom da vida é ser feliz nas pequenas coisas. Na certeza da nossa imperfeição e na loucura de cada dia. Livrem-se, sejam vocês mesmos! Se é difícil? Se ainda há tempo? Sim e sim, mas essa é a palavra mágica. O tempo é o melhor que temos ao nosso favor. Portanto, usem-no. Não, não se engane: não vai acontecer de uma hora pra outra. Mas vai acontecer.

Livrem-se enquanto há tempo, enquanto ainda há o que descobrir.
Cá entre nós, é a melhor sensação.


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Caminhando pelas ruas da cidade, sempre vejo mais, sempre penso em mais. Qualquer beco, esquina, livraria, café. Não há momento em que eu não pense naquela tarde. Caminho pela beirada, desvio dos carros e dos ciclistas. O tempo está esquisito, tal qual meus sentidos. É como acordar e caminhar sem rumo, sem intenção de exercício, só relaxar.

Vejo cachorros e seus donos, vejo senhoras tomando café nas padarias, vejo crianças correndo na praça, respiro o ar puro. É uma pena que teu perfume tenha sumido. Só o sinto vivo em pensamentos, em sonhos mal inventados. Meus cabelos presos deixam fios soltos ao vento, enquanto paro e admiro um casal, andando lado a lado. Penso e penso de novo nos arrepios que senti, mas continuo andando. Nada como as primeiras horas da manhã acompanhada de meus próprios pensamentos. Quando volto pra casa, volto pra vida. Deixo a vontade de vagar até encontrar um lugar diferente pra sentar e refletir, admirar a vida que passa sozinha e me espreguiço na cama. Leitura é sempre o melhor remédio pra afastar a saudade, ao menos no meu caso. Então leio, enquanto folheio e penso nas suas linhas. Enquanto o faço e deixo longe a possibilidade de me levantar, almoçar ou qualquer coisa, lembro do sabor do teu beijo, das tuas mãos nas minhas. E durmo. Mal consigo me lembrar de quanto tempo me deixo levar pela sensação de embalo que só me atinge quando chove.

Penso em mim, no meu corpo, nos meus olhos e no que passo quando te encaro. Não há momento em que eu esqueça o seu sorriso. Mas agora sonho acordada e um livro repousa sobre mim. Abro os olhos e reparo nas nuvens, lugar em que já pensei estar. E chove. Não sinto o aroma que sentia, mas sinto presenças que nunca soube identificar. Então reflito. Reflito e sorrio porque concluo apenas sobre o que já sabia e deixo as novidades por conta das horas que ainda não vivi. A manhã desaparece, mas nada muda. Ouço pássaros, ventiladores, relógios. Mas nada me tira do estado em que me encontro agora, tão livre, tão plena. Talvez eu nem me levante e resuma meu dia em ouvir sons que nunca reconheci. Talvez eu resolva fazer algo novo. É tudo meu, é tudo parte de mim. É como se os sentidos não precisassem fazer sentido. E não precisam, sinto como se nunca tivesse antes.

Respiro fundo. Respiro fundo porque agora sei o futuro.
É só mais um dia, nada mais.
É só catarse. É só chuva.




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Porque há dias em que tudo parece incompleto e só o que acalma é uma boa oração. Porque há dias em que tudo está tão tenso que só dormir resolve. Porque há dias em que a gente finalmente percebe que andar só não basta.

Todos os dias há quem reze por si mesmo, pela família, pelos amigos e por tudo que precisa. Há também quem agradeça, quem reflita e quem peça sabedoria para enfrentar as dificuldades do dia a dia. Mas é interessante e estranho perceber o quanto crer é relativo e o quanto as pessoas só recorrem a isso quando estão mal. Seja qual for a crença, muitos só acreditam quando a vitória é certa e talvez esse seja o mal de hoje.

Fé, em qualquer dicionário, significa convicção íntima, crença, compromisso. No entanto, fé é algo mais. É crer em si mesmo, é não ceder aos pensamentos negativos e é ter a certeza de que nada acontece contra nós. Não importa no que acreditamos. Na vida, tudo o que passamos faz parte de um processo, tudo é aprendizado e fortalecimento.

Precisamos falar sobre fé.

Precisamos falar que o importante é acreditar, é seguir em frente. Precisamos falar que fé vem de dentro e que começa em nós. Precisamos falar sobre fé e aprender que somos capazes quando não estamos sozinhos, que fé não é algo discutível. Porque não é, mesmo. Fé é amor. E amor nunca é demais.


Dedicado a alguém especial. :)


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Não basta ler teus olhos. Ou teus pensamentos, tua voz. 

Não basta viver um só dia. 

Não bastam teus sonhos, teus desejos, teus braços ou teus beijos. É preciso mais. Tua força, tua garra, tua bondade e a maneira com que sorri meu dia. É preciso a tua vida, muito além do que você vê. 

Não basta a tua língua ou o teu corpo. Não bastam as nuvens, o sol, a chuva, coisa nenhuma. Nada basta em um mundo vazio. Nada é para sempre. 

É preciso teu sentido, tua percepção, tua diferença. O que completa alguém e nem por isso te faz menor. 
O que tua boca diz, o que você exala quando está sozinho. Tua capacidade de chorar. Tua resposta. 

Não basta sonhar, nem ser, nem viver. Meu ser, meu seu, meu melhor. Meu alguém. Não basta dizer.

Não basta.



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Não que seja importante pra quem vê, mas tem sido importante pra mim. Não que seja definitivo, também, mas a graça de mudar é justamente essa.

Eu mudei e continuo mudando. Com o tempo, com as pessoas, com as descobertas e comigo mesma. Não, eu não estou dizendo que sou outra pessoa. Muito menos que deixei de ser a mesma com quem já me conhecia. Mas mudei de ideais, de conceitos. Daquela mania que eu tinha de ser exatamente o que agrada os outros.

Mudei de vontades e de receios. Mudei meus pensamentos de lugar e comecei a dar espaço ao que realmente importa, ao que eu realmente quero ter por perto. Sim, eu mudei. Não curto mais certas bobagens, não quero mais certas bagagens. Não quero mais o que não me acrescenta. Amadureci o que tinha que ser e continuo buscando a mim mesma. Mais mulher, mais responsável. Mais cuidadosa, mais discreta. Alguém com menos contas a prestar.

Não que eu não seja o que sempre fui, mas tenho priorizado novos ares. A diferença é grande.




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