Tô com raiva de tudo que passou e sentindo falta do que perdi. Tô vendo aquele filme que eu adoro, mas que me faz chorar nas horas certas. E tô pensando em quanto tempo deixei passar. Quanto tempo me deixei levar. Quanto tempo perdi sem você e quanto tempo perdido eu deixei de aproveitar. Haja inconsistência, viu? Não sei se o que quero é o que não tenho ou se até agora só enxerguei de longe porque eu quis. Porque o mundo faz assim com as pessoas. Sabe, eu achei que sabia o que queria. E sabia. Mas acontece que agora tudo mudou. Eu quero mais do que aquele sentimento. Mais do que aquela coisa louca que me fazia desesperar por pouco. Quero a chance de um amor maduro, que me faça rir porque me faz rir, que me faça chorar por razões aceitáveis, que me traga a paz que todo mundo merece ter. Que me faça pensar que os dias valem a pena. Mas não com você... Não com você.



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Que quer agradar mais a si mesma, mas não agrada. Que já passou da idade de entender que plateia não dá resultado, mas ainda espera por aplausos. Esse texto é pra você entender que não está sozinha e que tudo é uma questão de hábito.

Vivemos em um meio onde o que importa são as visualizações. Quase tudo gira em torno do que temos a mostrar e das pessoas que conhecemos. Para alguns profissionais isso é ótimo, mas vivemos em um meio onde o que interessa é o superficial e as pessoas não se interessam muito pelo que está guardado. Você, mais do que ninguém, sabe disso. Suas amizades são quase coleguismo e os julgamentos são sempre por qualquer besteira. Seus sonhos, muitas vezes, são motivo de uma inveja disfarçada, a tal da inveja branca, ainda mais quando você divide uma alegria. Não, hoje em dia não é fácil ser confiante e confiar ao mesmo tempo.

Mas, moça, você pode mudar.

Tudo bem deixar de gostar, desacreditar e se afastar quando preciso. Tudo bem não segurar as pontas dos outros o tempo inteiro. Você precisa saber que é assim mesmo e que nem todos partem do mesmo princípio. Você precisa saber que se valorizar é importante, mas que nenhuma postura é regra. Caso contrário, a vida emperra. A vida e as relações que surgem pelo caminho. Você precisa ter em mente que não é questão de se importar com o espelho, mas de não corresponder ao que não te acrescenta. Pessoas como você podem precisar de um tempo até se convencerem disso e podem se decepcionar com facilidade, mas a boa notícia é que as decepções não duram pra sempre. Perfeição é um conceito bonito, moça, mas é tão relativo quanto o que deve sair pro novo entrar.





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Tem algo preso na sua garganta
Eu posso sentir

Algo que quer me falar mais sobre você
Algo que me faz ouvir daqui sua respiração

Mas não sei


Não sei por onde começar

Não sei onde isso vai dar
Não sei mais, mas queria saber

E acho que não sou eu.




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Mas não faz mal, o dia dela é todo dia.

O dia dela é toda vez que a gente liga, pergunta o que fazer, tira dúvidas na cozinha ou fica ansioso antes do parabéns. O dia dela é sempre que caímos e ela nos socorre, sempre que ela toma as nossas dores e sempre que precisamos de colo. O dia dela é, na verdade, uma vontade de dizer ao mundo que elas são mais do que vemos. Porque são, mesmo e nem sempre vêm no mesmo formato.

Mãe pode ser muitos, pode ser todos. Mãe é aquele ser que tem por missão o amor, não importa de onde vem. É aquele brilho que se apropria de qualquer um com um coração imenso. Mãe é mãe, como muitos dizem, mas pode ser uma família inteira se tiver que ser.

Como o título diz, não escrevi ano passado, mas tudo bem. O Dia das Mães está só recomeçando.



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Que dia
Que voz
Presença e saudade
Ausência e metade
Verbos soltos no ar

Quantos acordes
Quantas linhas
Papo furado e verdades
Histórias que se encaminham
Montanhas e nós dois

Que dia
Quantas horas
Oceanos de distância
Canções perdidas

Que dia
Que voz
Presença e saudade
Música e vontade
Paixão no ar

Você.


Há dias em que me sinto exposta. Mas, é aquilo: quem não está? Quem não está no centro das atenções, mesmo que as atenções não sejam o centro de tudo?

Há dias em que me sinto triste, meio gasta. Há dias em que tudo que eu quero é o que basta, ainda que eu não tenha feito nem metade das coisas que desejo fazer. Há vezes em que toda a minha coragem toma forma e um balão sai voando pela minha janela. Há vezes em que ele não volta.


Mas, se quer saber, eu não ligo. Estou aqui pelo mesmo motivo que ele vai embora: pela vida. Pela pressa, pela demora, pela chance da corrida. Estou aqui pra sentir os prazeres e as dores de alguém que sente mais. Pensa menos, vez ou outra, mas sabe que sente mais que a maioria e afasta a vaidade sem medo, se preciso. 


Sabe, eu gosto da minha vida, de não saber de tudo. De brincar de cigana e esperar pelo futuro. Por mais que o meu esteja fadado a um caminho difícil, tão cheio de pedrinhas. Não faço delas o meu castelo, mas faço delas entrelinhas.







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Da saudade, do amor, da raiva e do arrependimento. Minha força vem de dentro, mas não vem como os outros dizem. Não vem só no momento difícil ou de colocar alguma coisa em pratos limpos.

O que eu chamo de força vem no dia a dia, no perceber, ao sentir as coisas e agir, por mais simples que seja tomar qualquer atitude. Um gesto carinhoso me dá força, um momento de choro também. E confesso que acho estranho, e um tanto sem sentido, pensar que só podemos nos dizer fortes depois que o calo aperta. Por que não quando acordamos bem? Por que não quando somos promovidos ou quando a vida se ajeita?

Eu sei, dependendo do contexto, tudo muda. Certos conceitos também. Mas há dias em que é preciso pensar melhor nas coisas. Há dias em que é preciso saber o que buscamos antes de darmos ouvidos ao que estamos acostumados.

Nem sempre vou acertar. Nem sempre serei um poço de positividade, também. Mas cada um tem sua fonte. E ser forte é isso, saber o próprio ponto de partida. Saber o que te projeta, não importa o que significa pro outro. Ser forte é saber que não existe certo ou errado quando o assunto é em que momento colocar a força em prática. Afinal, todo mundo é relativo.





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Não, não olha pra baixo. Você tem que olhar pra cima, fincar os pés no chão e observar o céu, o horizonte. Qualquer linha que ultrapasse a linha dos seus óculos.

Não, não desiste assim. Tenta de novo porque você foi feito pra errar. Se todos fossem feitos pra acertar, o mundo não teria essa coisa chamada graça.

Não acredita nas bobagens que quem não sonha fala. Não acredita em miragem, em sabotagem e no que mais você achar que te bloqueia.

Não, não dá ouvido, não. Você não precisa absorver o que não sai da sua boca.

Não, não olha pros lados se tiver que seguir em frente. O problema dos outros é justamente deixar a atenção se perder no caminho.

Não, não deixa te iludirem. É por sentimentos como esse que ninguém descobre o que realmente quer sentir.

E não, não esquece de sorrir. Nenhum dia sequer, mesmo no pior. É que quem sorri agradece e só quem agradece chega lá.




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Sabe quando alguém joga verde pra saber sobre você? Quando te perguntam algo muito diferente do habitual e você não entende o motivo? Sabe aquelas pessoas que te rodeiam, que te fazem de novela e acompanham tudo que você faz? Passa. Muda o foco e deixa a audiência baixar.



Quando nos deparamos com pessoas tóxicas, a melhor coisa a fazer é ignorar. Muitas vezes, elas nem têm noção de que estão erradas, de que estão atrapalhando. Nesse caso, basta dar um gelo, basta uma boa conversa. Mas, infelizmente, ainda nos deparamos com exagerados. Ainda encontramos durante a nossa caminhada, ou mesmo em um momento relaxado, quem observe todos os nossos passos e transforme a curiosidade em hábito. Ainda encontramos quem goste de saber do nosso dia a dia, da nossa família e mostre o quanto se interessa pelas nossas vidas particulares enquanto sorri.

Há quem diga que só nos observa assim quem deseja ser como nós, o que faz sentido, mas é engraçado como não sabemos lidar com isso quando a pessoa está perto demais. Pode ser alguém da família, uma amiga ou um colega de trabalho. É engraçado como nos afeiçoamos aos outros a ponto de não percebermos quando a recíproca não é mais verdadeira, quando aquela relação se torna secundária. Como deixamos passar comportamentos simples, como olhar atentamente cada item da nossa estante, ou perguntar se vamos ou não fazer aquele curso, o tal que "não deveríamos fazer", porque acreditamos que a pessoa não faz por mal.

Sabe, a questão aqui é reconhecer o desconforto diante daqueles que torcem, discretamente ou não, pra que os nossos passos não sejam maiores do que os deles. É reconhecer que, de vez em quando, precisamos redirecionar nosso conteúdo. Porque, acredite, essas pessoas existem. E por mais que cada um reaja de um jeito, não há nada de errado em deixar passar. Não há nada de errado em tomar o controle. Quando nos deparamos com pessoas tóxicas, a melhor coisa a fazer é ignorar, só que isso também implica em não mostrarmos demais.



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Dia desses conversei com alguém sobre deixar ir. Falamos por horas, pensamos por horas e ainda bem que existe tecnologia, porque deixar ir não é fácil de falar e passamos bons minutos discutindo esse conceito. De tudo o que dissemos, o que inclui muita coisa, o que mais guardei foi a parte sobre o amor. Gente, alguém me explica por que raios isso é tão fácil e tão complicado? Já deveria existir um dicionário com essas coisas.

Quando começamos o papo, já nem sei da hora (eu nunca sei de nada, já diria Mallu), a ideia era entender a dificuldade das pessoas em deixar ir. Pode ser outra pessoa, alguma chance, algo que passou ou que não aconteceu. A ideia era ver que, na verdade, cada um leva consigo uma capacidade de lidar com a perda, ou mesmo com a opção de perder. Até então, tudo bem, logo estávamos dizendo um ao outro que deixar ir é legal quando sabemos que é o melhor a fazer e que cada um faz isso de um jeito diferente. Mas, sabe, depois não deu muito certo. 

É que a conclusão veio rápido e muito pronta, como se estivéssemos prontos pra dar uma lição de autoajuda. A conclusão veio segura da análise e analisar tudo pela segurança dá a impressão de que algo falta. Pena que eu me dei conta já deitada, ouvindo minha playlist e insistindo no pensamento. Já tínhamos nos despedido quando eu olhei pro teto e percebi: com o amor a coisa muda. Foi quando me dei conta, já um tanto sonolenta, que deixar ir não é só deixar porque tem gente que nem sabe que deixou. Que deixar ir, de vez em quando, envolve fitas imaginárias que não se soltam só com o roçar das mãos. E que tem gente que dá tanto nó que nunca mais aprende a desfazer. É, eu sei, ouvir música me deixa poética, mas era óbvio. Deixar ir não é só deixar, deixar ir é recomeço.

Mesmo que seja pra desaprender. 





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